Madredeus

Biografia - Madredeus

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Os Madredeus são um grupo musical português. A sua música combina influências do fado e da música tradicional portuguesa com a música erudita e com a música popular contemporânea, com destaque para a música popular brasileira (sobretudo a bossa nova). Mas não cantam fado.

Os elementos fundadores do grupo foram: Pedro Ayres Magalhães (violão), Rodrigo Leão (teclados), Francisco Ribeiro (violoncelo), Gabriel Gomes (acordeão) e Teresa Salgueiro (voz). Magalhães e Leão formaram o grupo em 1985, Ribeiro e Gomes juntaram-se a eles em 1986. Na sua busca por uma vocalista, descobriram Teresa Salgueiro numa casa noturna de Lisboa, quando ela cantava alguns fados numa reunião informal de amigos. Teresa foi convidada para uma audição e aí surgia o grupo, que ainda não tinha um nome. A proposta inicial era a de uma oficina criativa, à qual todos os músicos levavam suas ideias e compunham em conjunto os temas e arranjos. Em 1987, o local de trabalho do grupo, o Teatro Ibérico (antiga igreja do Convento das Xabregas, no bairro lisboeta da Madre de Deus) serviu de estúdio de gravação para mais de quinze temas reunidos à época em um LP duplo, depois convertido para o formato de CD. Chamaram-no de Os dias da Madredeus e daí viria o nome do grupo. O caráter inovador do álbum fez com que os Madredeus se tornasse um fenômeno instantâneo de popularidade em Portugal à época.

Em 1990, foi editado o segundo disco dos Madredeus, Existir, que teve na canção "O Pastor" um grande sucesso. Apesar disso, o grupo era relativamente desconhecido no estrangeiro. Isso mudou quando os Madredeus deram uma série de concertos na Bélgica onde decorria a Europália, uma exposição que no ano de 1991 foi dedicada à cultura portuguesa. Outro fato que contribuiu para que os Madredeus se tornassem conhecidos no estrangeiro foi o uso da canção "O Pastor" num filme publicitário na Grécia, à revelia do grupo. Seguiu-se um disco gravado ao vivo em Lisboa, no qual o grupo interpretava canções dos dois primeiros discos e incluía novos temas, um dos quais ("Mudar de Vida") com a participação do guitarrista Carlos Paredes.

Em 1994, a banda lança O Espírito da Paz, um álbum que consolida o grupo no estrangeiro. O disco alcançou o primeiro lugar das tabelas de Espanha e levou o grupo a uma longa digressão internacional, a qual incluiu o Brasil e alguns países do Extremo Oriente .

Durante as sessões de gravação de "O Espírito da Paz", que decorreram na Inglaterra, os Madredeus gravaram outro disco, que seria editado em 1995. Wim Wenders, impressionado com a música do grupo, os tinha convidado para musicarem um filme sobre Lisboa, chamado "Lisbon Story" (no Brasil, "O Céu de Lisboa"), do qual o grupo foi protagonista. A banda sonora deu ao grupo ainda maior projecção internacional.

Em 1995, incorporam-se aos Madredeus os músicos Carlos Maria Trindade, no lugar do tecladista Rodrigo Leão, e o violonista José Peixoto. Em 1996, Francisco Ribeiro e Gabriel Gomes deixam o grupo e em 1997, os Madredeus gravam o primeiro álbum com a atual formação, intitulado "O Paraíso". No mesmo ano, ingressa no grupo Fernando Júdice (baixo acústico).

Em 1998, o grupo foi convidado a ser a atração do concerto de abertura da Expo'98 em Lisboa, ocasião na qual se apresentaram ao lado do tenor espanhol José Carreras. A parceria inusitada renderia outros encontros futuros.

O ano de 2000 marcou o lançamento do álbum "Antologia", com canções de toda a discografia do grupo até então e mais duas canções inéditas: a bossanovista "Oxalá" e "As Brumas do Futuro", tema do filme de estreia da atriz portuguesa Maria de Medeiros como diretora, "Capitães de Abril", sobre a Revolução dos Cravos.

Em 2001, o grupo lança "Movimento", o segundo álbum de estúdio com a nova formação, e depois desse alguns álbuns experimentais que causaram acaloradas discussões entre fãs e críticos: "Electronico", uma compilação de versões eletrônicas das canções dos Madredeus feitas por alguns dos músicos eletrônicos mais renomados da Europa; e "Euforia", um álbum duplo com canções gravadas ao vivo pelo grupo com a Orquestra Sinfônica da Rádio Flemish da Bélgica.

Em 2004, os Madredeus entraram em estúdio e de lá saíram canções suficientes para dois álbuns: "Um Amor Infinito", dedicado aos fãs de todo o mundo, e "Faluas do Tejo", esse último considerado uma homenagem à cidade de Lisboa, terra natal do grupo.

No Brasil, o grupo ficou conhecido pelo grande sucesso de suas apresentações em casas de espetáculo por todo o país - sempre com lotação esgotada, em que pese a quase ausência das músicas do grupo nas rádios brasileiras - e também por suas apresentações ao ar livre, com destaque para os concertos que realizou no Pelourinho, em Salvador, Bahia (1995), na Praia de Icaraí, em Niteroi, estado do Rio de Janeiro (1997) e no Parque do Ibirapuera, São Paulo, e na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro (2000), ambas por ocasião das comemorações dos quinhentos anos após os primeiros portugueses terem chegado ao Brasil. As canções do grupo também já foram temas de diversas produções televisivas no Brasil, desde a novela do SBT "As Pupilas do Senhor Reitor" (1995), com a canção "A Vaca de Fogo", à minissérie da Rede Globo "Os Maias" (2001), com as canções "Matinal", "Haja o que Houver", "As Ilhas dos Açores" e a canção que se tornou o tema de abertura da referida produção televisiva, a emblemática "O Pastor".

Entre outros locais, também atuaram na Coreia do Norte.

Após um período por eles definido como sabático, iniciado em fins de 2006, e a saída de Teresa Salgueiro, Fernando Júdice e José Peixoto, Pedro Ayres Magalhães e Carlos Maria Trindade decidiram-se por não substituir esses músicos, porém sim criar um novo arranjo ao qual chamaram A Banda Cósmica, que reúne duas vozes femininas (Rita Damásio e Mariana Abrunheiro), harpa (Ana Isabel Dias), guitarra elétrica (Sérgio Zurawski), guitarra-baixo e contrabaixo (Gustavo Roriz), bateria (Babi Bergamini) e percussão afro (Ruca Rebordão) além dos já existentes Pedro Ayres Magalhães (guitarra clássica) e Carlos Maria Trindade (sintetizadores). Assim lançaram um novo disco de estúdio no dia 20 de Outubro de 2008 pela Farol Música, o "Metafonia", que é um duplo CD e o primeiro registro dos Madredeus após a saída de Teresa Salgueiro, José Peixoto e Fernando Júdice. Em "Metafonia", a nova formação dos Madredeus (Madredeus & A Banda Cósmica) propõe reinventar a abordagem à música cantada em português para grandes espectáculos, ao beber da tradição das composições portuguesas e dos arranjos da música popular da Europa, da África Ocidental e do Brasil.

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